Beija-mão, 2019

Beija-mão, 1808 - 2019, foi uma ação proposta pela artista para a abertura da exposição Doze métodos de se chegar a lugar nenhum, no Paço Imperial.

 

Happening. 150 doces beijinho servidos ao público no dia da abertura da exposição no Paço Imperial.


Em 1808, com a chegada ao Rio de Janeiro da família real portuguesa, o Paço Real (hoje Paço Imperial) passa a ser usado como casa de despachos do Príncipe-Regente Dom João VI (1767-1826) que recebia seus súditos na Sala do Trono, onde ocorria a tradicional cerimônia do Beija-mão (1808-1821).
O beija-mão é uma tradição de reverência, praticada em várias culturas. Na lusófona suas origens são medievais, sendo um costume da monarquia em Portugal depois herdado pela corte imperial brasileira. Era uma cerimônia pública em que o monarca se colocava em contato direto com o súdito, o qual, depois da devida reverência, podia aproveitar a ocasião para solicitar alguma mercê. Dom João VI recebia seus súditos todas as noites, salvo domingos e feriados. A cerimônia era sempre acompanhada com música e as vezes se estendia por longas horas. Chegava a receber até 150 pessoas por dia.